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Paulo Mendes da Rocha, que assina Estádio Serra Dourada, ganha o Prêmio Imperial do Japão

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Posted 19 de September de 2016 by Ton Freitas in Acontece

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O consagrado arquiteto e urbanista brasileiro Paulo Mendes da Rocha, de 87 anos, foi anunciado nessa terça-feira, 13/09, como o vencedor do 28º Prêmio Imperial do Japão, considerado o Nobel das artes, na categoria arquitetura. Mendes é o segundo brasileiro eleito por um dos prêmios mais prestigiosos do mundo, sucedendo o também arquiteto Oscar Niemeyer, premiado em 2004.
A cerimônia de entrega do prêmio será realizada no dia 18 de outubro, em Tóquio, com a presença do príncipe Hitachi, irmão mais novo do imperador Akihito. Cada eleito recebe 15 milhões de ienes (cerca de R$ 480 mil) e uma medalha. O brasileiro deve ser representado na premiação pelo filho, o também arquiteto Pedro Mendes da Rocha. Os outros ganhadores são Martin Scorsese (teatro/cinema), Cindy Sherman (pintura), Annette Messager (escultura) e Gidon Kremer (música).

Neste ano, Mendes da Rocha já havia ganhado o Leão de Ouro na Bienal de Arquitetura de Veneza pelo conjunto da obra. Além do Leão de Ouro, o arquiteto também já venceu o Pritzker, considerado o maior prêmio de arquitetura do mundo. Depois de Oscar Niemeyer, Paulo Mendes foi o único brasileiro a receber tal reconhecimento, em 2006.

Nascido em Vitória (ES) em 25 de outubro de 1928, Mendes assina uma das obras mais imponentes de Goiás: o Estádio Serra Dourada. Uma de suas características mais marcantes é a atemporalidade. Mesmo após reformas, o estádio resiste ao avanço do tempo, estilisticamente e fisicamente e preserva traços de quando foi inaugurado, em 1975.

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Em julho, durante a transferência da capital para a antiga Vila Boa, Mendes foi homenageado pelo Governo de Goiás com a comenda Ordem do Mérito Anhanguera, a mais alta condecoração de mérito conferida pelo Poder Executivo do Estado.

Prêmio

Criado em 1989 e entregue anualmente pela Associação de Arte do Japão, o Prêmio Imperial é uma das mais prestigiosas condecorações do meio. Em quase três décadas de existência, o Praemium Imperiale (título original da honraria) foi entregue a cerca de 140 artistas do mundo inteiro.

O Prêmio Imperial do Japão já reconheceu a trajetória de arquitetos como Dominique Perrault (2015), Steven Holl (2014), David Chipperfield (2013), Henning Larsen (2012), Peter Zumthor (2008) e Rem Koolhaas (2003). Nas outras categorias, já foram premiados Francis Ford Coppola (cinema, 2013), Philip Glass (música, 2012), Anish Kapoor (escultura, 2011), Sophia Loren (cinema, 2010) e Robert Rauschenberg (pintura, 1998), entre muitos outros.

Fonte: SEDUCE.


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Ton Freitas


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