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Legião Urbana volta à Goiânia para comemorar seus 30 anos

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Posted 6 de May de 2016 by Ton Freitas in Acontece

A banda traz para a capital show da turnê 30 anos hoje na Atlanta Music Hall e fãs relembram grandes sucessos

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Poucos fãs da Legião Urbana tiveram a oportunidade de assistir às únicas duas apresentações dos roqueiros em Goiânia na década de 80. Após a morte de Renato Russo, em 1996, a banda seguiu o caminho natural das coisas e acabou. A sua discografia sempre atemporal manteve-se forte e formando gerações. Uma nova reunião dos roqueiros será hoje com show na Atlanta Music Hall e marca o reencontro de Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá com os goianos na turnê XXX Anos. Muitos estarão diante da banda pela primeira vez, entre os quais tantos que nasceram depois do fim do grupo e que viraram seguidores. Já alguns felizardos vão repetir a dose, como a arquiteta goiana Simone Moura, 45 anos, e o contador mineiro Flávio Henrique Dias, 38 anos, que são testemunhas daquelas históricas datas na cidade.

A primeira apresentação do grupo em Goiânia foi na chácara da Rua 115, no Setor Sul, quando os roqueiros ainda não tinham lançado o primeiro disco e apenas rolava uma fitinha k7 demo. Era uma fase de transição do Aborto Elétrico, que terminou por conta de brigas, para a Legião Urbana. Os jovens participavam de uma programação de shows de rock. A segunda vez foi em 1985 no Ginásio da Católica, na Praça Universitária, para um público de mil pessoas na turnê de lançamento do primeiro CD, que contava com faixas como Ainda é Cedo e Geração Coca-Cola. Pouco tempo depois, eles se apresentariam no Circo Voador, no Rio, e estourariam no Brasil todo.

Flávio Henrique estava presente naquelas duas noites e nunca esqueceu o que presenciou. “Foram shows memoráveis. Na chácara, a gente não conhecia tanto o Legião porque eles eram mais badalados na cena alternativa de Brasília. Eu gostei tanto do som deles que fui atrás de mais informações e na última apresentação aqui já conhecia todas as letras e o Renato Russo era o meu ídolo”, conta.

O fã se recorda também de alguns imprevistos que marcaram o derradeiro encontro do grupo com os goianos na Católica. “Faltou infraestrutura para eles. Teve um problema na chave de energia que ficava caindo porque não suportava a aparelhagem deles e o Renato ficou bravo”, afirma.

Renato Nunca mais

Simone Moura foi outra fã que estava no último show da Legião na capital. “Lembro que foi um dia tumultuado. Fui com um grupo de amigos e fomos uns dos primeiros a chegar para ficar na frente do palco. Chegamos junto com a banda, até os vimos de longe passando no carro antes de entrar no ginásio”, conta. “Foi uma loucura para entrar, a porta de vidro quebrou de tanto empurra-empurra. O pessoal estava ansioso demais. Tudo isso fez a apresentação demorar para começar. O público reclamou. Quando o Renato apareceu o pessoal jogou papel e tampinhas nele e ele ficou bravo e ameaçou umas duas vezes para de tocar. Ele disse que nunca mais voltaria aqui e não voltou”, relembra.

Mais de 30 anos depois daqueles dias, os dois fãs retornam para um show da Legião em Goiânia. Mesmo sem Renato Russo nos vocais, posto assumido pelo ator e cantor André Frateschi, Flávio e Simone estão ansiosos. “Meu filho fala que vou assistir a um cover, mas não ligo para isso. Adoro as melodias deles e ficarei feliz se tocaram a faixa Acrilic On Canvas, do segundo CD deles”, diz Flávio.

“Foram shows memoráveis em Goiânia e o Renato Russo era o meu ídolo” – Flávio Henrique, contador.
 Fonte: O Popular.

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Ton Freitas


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