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Intercâmbio sul-americano

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Posted 30 de September de 2013 by Ton Freitas in Exposições
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G. Fogaça é um dos brasileiros convidados para a mostra Un Solo Cuerpo, de iniciativa do governo da Venezuela, e que reúne artistas plásticos da América Latina em comemoração à adesão do país ao Mercosul

A arte envolvente e ao mesmo tempo instigante da metrópole urbana, caótica, sombria, desorganizada, desnuda e estressante de G. Fogaça tem ganhado o mundo em exposições. Com participações recentes no Chile e em Cuba, o artista goiano leva pela primeira vez painéis à Venezuela na mostra contemporânea Un Solo Cuerpo (Um só Corpo, em tradução livre). A exibição reúne 60 obras de vários artistas e gêneros como escultura, pintura, fotografia, instalações, entre outras técnicas. A abertura é hoje, às 19 horas, no museu Alejandro Otero, em Caracas.

Outros quatro brasileiros participam da exposição. Raquel Pellicano, de Brasília, Ângela Barbour, Lucas Bambozzi e Luiz Martins, todos de São Paulo. Eles se juntam com artistas argentinos, uruguaios e venezuelanos, cinco de cada país, todos convidados pela diretora do museu Alenjandro Otero, Morella Jurado, que também é curadora da mostra. Ela conheceu o trabalho de G. Fogaça no ano passado durante o Festival Latino-Americano e Africano de Cultura realizado em comemoração aos 50 anos da UnB.

A exposição é financiada pelo governo da Venezuela em comemoração à adesão do país ao Mercosul e pela condição de o país presidir pela primeira vez na história o bloco econômico. O objetivo da mostra é mostrar as preocupações de artistas jovens do Sul da América Latina sobre a relação do continente e da paisagem com os seres humanos. “A iniciativa fomenta e oferece visibilidade à produção local dos países envolvidos, o que gera uma troca de conhecimentos”, considera.

AS OBRAS

G. Fogaça produziu quatro painéis de 160 x 180 cm para a exibição. As obras fazem parte do processo de mudança que o artista goiano vem passando na carreira. Agora, cada vez mais ele se aproxima do homem, partindo dos grandes panoramas às visões mais aproximadas. “Nesta fase estou buscando mostrar um pouco do comportamento do indivíduo contemporâneo diante das novas tecnologias, um desnudamento, onde a falta de privacidade e a exposição fazem parte do cotidiano”, confirma.

O atual momento do artista é retratado na obra Pose para o Facebook, na qual apesar do caos implantado nas grandes metrópoles, as pessoas param nas ruas para uma foto. Em outro trabalho, intitulado As Meninas, G. Fogaça traz uma cena de carinho entre duas pessoas do mesmo sexo. “Não quero polemizar a questão do homossexualismo, muito menos promover debates, apenas mostrar algo natural. São experimentações inseridas nesse contexto urbano”, ressalta ele.

Bruno Félix30 de setembro de 2013 (segunda-feira)

Fonte: Jornal O Popular


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Ton Freitas


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