Menu aqui

17 de maio a 19 de julho Exposição Arquipélago contemporâneo na UFG

0
Posted 17 de May de 2013 by Comunicação Goiânia Convention in Museus
arte2

UFG apresenta parte do seu acervo, que traz nomes como Beatriz Milhazes, Marcelo Solá, Cildo Meireles, Pitágoras, Eduardo Berliner e Siron Franco

Sebastião Vilela Abreu17 de maio de 2013 (sexta-feira)

 

Carlos Sena
3

D-H_WEB

Acrílico sobre tela de Pitágoras: uma das obras de goianos

Parte do acervodeartesvisuaisda UFG, capitaneadoatravésdedoaçõesde 2011 a 2013, está em exposição no Centro Cultural da UFG, naPraçaUniversitária. “Nãoseimensurar o valor detoda a exposição. Mas é cara”, revelaempolgado Carlos Senna Passos, diretor do centro e curadordamostra Arquipélago: Arte Contemporânea Brasileira no Acervo do CCUFG, quefica em cartazaté o dia 19 dejulho, assimcomo Estação Videarte, esta com curadoriadeDivinoSobral.

No concorrido mercado de artes, a exposição traz obras de nomes representativos. Beatriz Milhazes surge com “uma gravura de 20 mil dólares” (Você Me Olha Por Quê? Porque Você Está Me Olhando, de 1992), quantifica Senna. Henrique Oliveira, artista presente na última Bienal Internacional de São Paulo, aparece no acervo da UFG com a obra Muca, de 2011 – “Escultura que finge ser pintura, cujo valor se aproxima a 80 mil reais”, comenta o curador. Eduardo Berliner é, talvez, o detentor da obra mais cara da mostra, “uma pintura que beira a 100 mil reais”, acredita o diretor do Centro Cultural da UFG. Trata-se do óleo sobre telaEnterro, de 2009, doação do Prêmio CNI-Sesi Marcantonio Vilaça.

Bem mais importante do que os valores das obras, Arquipélago: Arte Contemporânea Brasileira no Acervo do CCUFG deve ser apreciada pelo conjunto. “Notei que cada obra era como uma ilha, mas que na sua solidão tinha algo em comum com outra obra”, resume Senna o caráter contemporâneo que une todos os trabalhos da mostra.

“É incomum as doações de obras em Goiás feitas por colecionadores e empresas locais. A maior parte do nosso acervo é formada por doações dos próprios artistas, empresas nacionais e oriundas de grandes salões”, fala Senna sobre a forma de aquisição das obras. Elas vêm de instituições como CNI/Sesi, Itaú Cultural e Cia. Bozano, por meio de mecanismos para aquisição de obras, como o Salão de Arte Contemporânea do Centro-Oeste.

GRAVURA DE IANELLI

A Cia. Bozano doou um conjunto de 25 gravuras, assinadas por artistas de todas as Américas. “Trata-se da série Eco Arte, feita especialmente para a Eco 92”, explica Senna. O curador optou por destacar somente os artistas brasileiros na série. Entre eles aparecem o goiano Siron Franco, o carioca Daniel Senise e o paulista Arcangelo Ianelli (1922/2009). “São gravuras gigantes e representativas”, descreve Senna. A parede das gravuras, que simula um arquipélago, conta ainda com obras de Tomie Ohtake, artista japonesa radicada no Brasil e que comemora 100 anos de vida em 2013.

Outra curiosidade de Arquipélago: Arte Contemporânea Brasileira no Acervo do CCUFG é a presença de Cildo Meireles. O carioca apresenta uma obra sonora: Rio Oir, concebida em 1976 e executada em 2011.

“O Cildo viajou por várias regiões brasileiras na década de 1970 e colheu sons das águas. Gravou tudo e concebeu a obra como um vinil, mas, como foi lançada somente em 2011, adotou o formato de um DVD belíssimo”, tenta dimensionar Senna a abrangência da obra de Cildo.

Os sons das águas brasileiras vêm do alvoroço das pororocas do Amazonas, da delicadeza dos pingos das cascatas de Foz do Iguaçu e seguem por outras regiões. “As imagens colhidas pelo Cildo estão em uma vitrine, que tem fones de ouvidos, para o espectador ouvir os sons das águas”, indica Senna o formato ideal para ser apreciado Rio Oir em sua plenitude.

Arquipélago: Arte Contemporânea Brasileira no Acervo do CCUFG conta com 124 obras de 21 artistas brasileiros. De Goiânia, surgem outros dois nomes de destaque no cenário nacional: Pitágoras (“um acrílico sobre tela lindo”, diz Senna) e Marcelo Solá (“um desenho gigante”, define o curador). Os próprios artistas doaram as obras ao acervo da UFG.


Sobre o Autor

Comunicação Goiânia Convention


0 Comentários



Seja o primeiro a comentar!


Deixe seu comentário


(obrigatório)